Descarte de Lodo: uma Consciência Ambiental

No Brasil, a população não beneficiária do sistema de coleta e tratamento de água é a maioria, sendo 67,5% em dado. Isso nos mostra que o sistema de saneamento é insuficiente para a demanda que se tem. É dessa necessidade que surgiram várias estações de tratamento particulares, buscando atender a população em suas residências, nas cidades, nas indústrias, e nas atividades mais diversas.

Além de identificar uma oportunidade de negócio, as empresas do segmento buscaram se adequar aos novos padrões de sustentabilidade, buscando certificações LEED, e principalmente tornar possível um mundo mais sustentável, dando a devida importância aos recursos naturais que temos.

Mas do processo de tratamento de efluente, feito por tantas empresas, uma questão muito importante e pouco lembrada é o destino do lodo, que é o resíduo sólido produzido pelo processo e acaba virando um passivo.

Se descartado diretamente no meio ambiente causará muitos prejuízos e essa ação vai destruir todo o conceito de sustentabilidade no qual o processo de tratamento se baseia. É necessário respeitar as normas locais de despejo.

Quando o lodo excede os limites aceitáveis, a solução legal mais utilizada é o encaminhamento do resíduo a aterros sanitários, mas que torna o processo de tratamento mais caro e muitas vezes inviável.

Se o lodo é negligenciado, quando a estação não possui planejamento em relação ao resíduo, ele polui o meio ambiente, enquanto com o devido tratamento e estabilização poderia ser utilizado como insumo na agricultura, como um exemplo de sustentabilidade.

Há uma nova solução tecnológica em estação de tratamento de efluentes domésticos e comerciais, que gera 90% menos lodo que as convencionais. A solução foi criada através de iniciativa privada, 100% brasileira, e está disponível no link: A Tecnologia que Põe Fim no Uso de Água Potável em Vasos Sanitários.

Órgãos ambientais estão trabalhando para que se torne uma norma que toda a estação de tratamento tenha um plano para o destino do lodo. O custo ainda é alto para tratar o resíduo, o que dificulta na implementação tecnológica das estações, mas o descarte incorreto e poluição do meio ambiente são crimes ambientais, o que pode trazer muito mais problemas para a empresas, já que estas são responsáveis pelo que produzem, além do prejuízo irreparável à natureza.

E a questão também é cultural: a riqueza de água doce que nosso país possui é tratada quase como recurso infinito, e os 32,5% de saneamento básico que possuímos não dá conta da quantidade de esgoto que é gerada, principalmente nas grandes capitais, onde acaba sendo diretamente dispensado em correntes de água limpa, sem o menor cuidado, além das regiões que nem possuem sistema de tratamento e fornecimento de água, colocando a saúde das pessoas e dos animais em risco, contaminando todo o ecossistema, causando danos irreversíveis.

Portanto, para satisfazer as necessidades da geração atual é preciso ter consciência, e agir em prol do desenvolvimento sustentável, pois não podemos comprometer a capacidade das gerações futuras de satisfazerem as suas próprias necessidades.

Leia também: As Novas Tecnologias Sustentáveis que Quebram Paradigmas

 

Fontes:

http://www.hiramsartori.com.br/2017/07/solucoes-para-o-lodo-de-esgoto/

http://www.hiramsartori.com.br/2016/09/o-que-fazer-com-o-lodo-gerado-em-estacoes-de-tratamento-de-agua-e-esgoto-sanitario/

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