Mobilidade Urbana Revitalizada

Um dos maiores problemas que hoje os centros urbanos enfrentam, é a questão da mobilidade. O carro é o meio de transporte mais utilizado, é sinônimo de autonomia e liberdade e oferece todo conforto, porém, possui um alto custo de manutenção, é desvalorizado com o tempo e contribui para a deterioração do ar, além da formação dos congestionamentos, que parecem infinitos.

É verdade que no Brasil o transporte público necessita de mais investimento, mas o problema é que quanto mais carros circulam na cidade, mais atenção ao meio de transporte individual é dado pelo orçamento público e planejamento urbano.

O transporte coletivo tem em sua política o objetivo de democracia, inclusão e sustentabilidade, pois é para todos e é capaz de transportar muito mais pessoas em comparação ao transporte individual.

Mas chegamos a um ponto que, além de mudanças nas políticas públicas e melhoras do transporte coletivo, são necessárias mudanças que estão ao nosso alcance, por meio de outras alternativas. ‘’Entrar em um veículo de duas toneladas para comprar um litro de leite não é mais sustentável’’, diz Sven Beiker, diretor da consultoria Silicon Valley Mobility, em matéria feita pela BBC.

Aos poucos, podemos ver a popularização de uma alternativa que está chegando sob duas rodas ao invés de quatro: o transporte sustentável, as bicicletas e os ‘’microveículos’’, como os patinetes elétricos.

Essa escolha pode incentivar as mudanças que a cidade precisa, como a expansão de ciclovias, a qualidade de vida dos moradores na cidade e os espaços reservados em determinados dias e horários para a livre circulação de pedestres, bicicletas e outros meios de transporte sustentáveis, como acontece no Minhocão em São Paulo, por exemplo.

A questão da mobilidade é uma das condicionantes para o crescimento das cidades, diz Ricardo Corrêa da Silva, arquiteto e urbanista, numa matéria do Gazeta do Povo. A mudança de escolha envolve uma quebra de costume também, mas quanto mais reflexão se fizer sobre o assunto, mais será evidente que o futuro está baseado na sustentabilidade.

Inclusive, grandes empresas do automobilismo estão investindo em carros autônomos e elétricos. Na Suíça, já se fazem testes de um ônibus que busca os passageiros em casa e funciona sem motorista.

O problema principal de congestionamento seria os diferentes meios de transporte funcionando sem nenhuma coordenação na cidade. A questão da tecnologia e conectividade entram aqui: estuda-se como, futuramente, podemos integrar esse sistema e fazer com que o trânsito de veículos funcione sem a formação de congestionamentos.

 

Fontes:

https://www.gazetadopovo.com.br/especial-patrocinado/metrocard/transporte-publico-e-sinonimo-de-economia-e-agilidade-nas-grandes-cidades-7ymanewdxf8qol7l54iuz165f/

https://brasil.elpais.com/brasil/2018/12/19/elviajero/1545238804_621119.html

https://www.bbc.com/portuguese/geral-47332225

https://politica.estadao.com.br/blogs/fausto-macedo/um-simbolo-para-uma-cidade-mais-humana/

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