O Saneamento Básico na Humanidade

Na Pré-História, a percepção sobre a vida era bem prática: o homem precisava se alimentar, então caçava, precisava reproduzir a espécie, sobreviver e estar junto ao grupo e, quando sentia necessidades fisiológicas, logo se aliviava. Não havia consciência alguma sobre o meio em que se vivia e o conceito de higiene ainda demoraria a surgir.

Mesmo com o os primeiros agrupamentos, a formação de pequenas aldeias, os dejetos ali deixados pelo homem não eram o suficiente para causar mudanças no meio ambiente ou afetar as pessoas, já que também viviam se deslocando.

É quando esses agrupamentos começam a se tornar civilizações que as necessidades apareceram. Primeiro foi a de água: como abastecer a população? E uma das primeiras soluções foram os aquedutos romanos. Mas assim que essa água ia sendo utilizada, como por exemplo, em banhos públicos ou na forma de esgoto, como era dispensada? Não havia nenhum destino certo na verdade.

Foi na Idade Média que as doenças começaram a afetar a população nas cidades. Banhos eram tomados 1 vez ao ano, sendo comum que várias pessoas tomassem banho na mesma água, o vaso sanitário na época era um simples recipiente que armazenava os dejetos, que eram despejavam das casas, junto a resquícios de comida e outras sujeiras, na própria via pública ou em cursos de água próximos à região, contaminando-a, e assim acontecia a proliferação dos vetores, adoecendo a população por contaminação.

Surtos como o da Peste Bubônica, que matou milhões de pessoas na Europa, aconteceram nessa época. Também, um dos principais motivos para o atraso da ciência foi por conta da Igreja, que travava os avanços científicos, tardando as melhorias na saúde pública, por querer deter o poder para governar os caminhos da vida em geral na época.

Com tantos problemas, era necessário tomar medidas para a melhoria de vida e parar essas epidemias que eram terríveis, pois não havia cura e as pessoas eram abandonadas para morrer. Começava então, mesmo que aos poucos, o desenvolvimento da saúde pública.

A higiene ainda não era vista como algo imprescindível, mas as pessoas mantinham o mínimo hábito de se limpar com água de jarras e bacias domésticas, agora na Idade Moderna. Os perfumes surgiram, principalmente para disfarçar os maus odores. Em contrapartida que indústria de cosméticos avançou, tardou novamente a questão da higiene, mas já era um pequeno passo à frente da Idade Média. Urinóis eram utilizados na época.

Do século XVIII ao XIX, com a Revolução Francesa (reivindicação dos direitos humanos) e Revolução Industrial (avanço tecnológico), a saúde pública foi ganhando mais atenção, agora com cientistas e outros estudiosos trabalhando para melhorar a condição de vida da época, e engenheiros criavam infraestruturas ampliadas de distribuição de água e esgotamento sanitário nas cidades – grande parte da população havia se mudado para as metrópoles.

E foi nesse momento que as práticas de higiene se popularizaram, junto aos novos produtos fabricados em grande escala, como a escova de dentes, sabonete e desodorante (primeira metade do século XIX), e o banho se tornava prática comum para as pessoas, já que tinham agora mais acesso à água, e o vaso sanitário não era mais um artefato de luxo.

E depois desses séculos, apesar de todos esses avanços, o que temos no século XXI?  Estudos da OMS e UNICEF apontam, que no mundo, cerca de três em cada dez pessoas não têm acesso a água potável em casa (em um total de 2,1 bilhões), e seis em cada dez carecem de saneamento básico (4,5 bilhões) – um cenário que precisa destravar e progredir prioritariamente hoje.

 

Fontes:

https://super.abril.com.br/historia/famoso-sistema-de-saneamento-romano-nao-era-tao-higienico-assim/
https://www.terra.com.br/noticias/educacao/voce-sabia/como-e-quando-surgiu-o-vaso-sanitario,e908d8aec67ea310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html  
Wikipédia
Nações Unidas

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